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Fibonacci crescimento exponencial logística algoritmo de Heron equações quadráticas método de Newton conjuntos de Julia/Fatou e de Mandelbrot |
algoritmo de HeronUm problema prático,
natural nas sociedades baseadas na agricultura, como os Babilónios ou os Egípcios, é:
construir um quadrado dada a sua área. ''Construir'' um quadrado quer dizer determinar a medida do seu lado. Assim, se A denota a área do quadrado, o lado L será o comprimento tal que L×L=A, ou seja, a ''raiz quadrada'' de A. "Algoritmo'' dos Babilónios ou de Heron. A tábua YBC 7289, da Coleção da Babilónia de Yale (New Heaven), é uma das tábuas matemáticas dos Babilónios (1700 a.C.) mais conhecidas. O valor 1;24,51,10 (em notação sexagesimal) aparece nessa tábua como aproximação para a raiz quadrada de 2. É possível que os Babilónios tenham usado o seguinte procedimento iterativo. Uma primeira aproximação é 3/2=1;30. Porque este número é superior ao valor desejado e é, portanto, inferior a 2/(1;30)=1;20, uma segunda aproximação será a média entre estes dois valores, ou seja, 1;25. Repetindo o processo, uma terceira e melhor aproximação será a média entre 1;25 e 2/(1;25)=1;24,42,21, ou seja, 1;24,51,10. Este processo é matematicamente equivalente ao chamado Método de Heron de extração da raiz quadrada que pode ser encontrado em "Metrica" I 8, onde Heron (10 d.C. -70 d.C.) calcula uma aproximação da raiz quadrada de 720. Heron descreve como encontrar a área de um triângulo de lados 7, 8 e 9, depois de ter deduzido a fórmula área = raiz quadrada de s(s-a)(s-b)(s-c), onde s=(a+b+c)/2 e a, b e c são as medidas dos lados.
Interpretação geométrica e algoritmo.
Se b1 é uma primeira conjectura para o lado do quadrado,
construímos o retângulo de base b1 e área A.
bn+1 = (bn + A / bn) / 2 que supostamente fornecem aproximações cada vez melhores do lado do quadrado. Experiência. Aqui podem experimentar a receita. A conjetura inicial para a raiz quadrada de 2 é um número aleatório entre 0 e 2,
ou um número entre 1/4 e 4 que podem escolher mexendo a bolinha vermelha. Como podem ver, poucas iterações são suficientes para que o resultado seja estabilizado.
Controlo dos erros.
As sequências de bases e alturas são determinadas, respetivamente, pelas equações recursivas
bn+1 = (bn + an) / 2 1 / an+1 = (1/bn + 1/an) / 2 Ou seja, as novas bases e alturas são a média aritmética e a média harmónica, respectivamente, das anteriores.
Um cálculo elementar mostra que a diferença bn+1-an+1 é positiva, pois é igual a (bn-an)2/2(bn+an), e portanto a distribuição das bases e alturas na recta é a2 < a3 < ... < an < an+1 < ... < bn+1 < bn < ... < b3 < b2 Consequentemente, quer geometricamente quer algebricamente, é claro que o lado procurado L está
algures entre as bases e as alturas obtidas em cada iteração.
Controlo apriori. A desigualdade elementar bn-an < bn+an implica quebn+1 - an+1 < (bn - an) / 2 Mas isto quer dizer que a precisão da estimativa bn ∼ L diminui, pelo menos, de um fator 1/2 em cada iteração!
Convergência do algorítmo. Dada uma conjetura inicial b1, e dada uma precisão arbitrária ε, existe um número de passos n tal que |bn-L| < ε, i.e., ''a sequência (bn) converge, e tem limite L''. O único ingrediente não trivial da demonstração é algo que os Babilónios não suspeitavam ser um problema, ... a ''existência'' do número L !
O problema dos números irracionais. O teorema de Pitágoras, que os Babilónios conheciam, implica que a diagonal de um quadrado de lado unitário tem quadrado igual a 2. O facto é que, pelo menos aparentemente, os Babilónios apenas tratavam frações entre números inteiros. A descoberta da incomensurabilidade entre a diagonal e o lado de um quadrado (ou seja, da "irracionalidade" da raiz quadrada de 2) é atribuída aos Pitagóricos.
bibliografiaCarl B. Boyer, A history of mathematics, John Wiley & Sons, 1968. O. Neugebauer, The exact sciences in antiquity, Dover, 1969. B.L. Van der Waerden, Science awakening, Oxford University Press, 1961. |
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